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Quais os princípios contratuais?

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Princípios Contratuais: O Que Você Precisa Saber Para Criar Contratos Eficazes e Justos

Quando se trata de contratos, seja para negócios ou acordos pessoais, é essencial entender os princípios contratuais que orientam a validade e a eficácia desses documentos. Os contratos são regidos por regras fundamentais que garantem equilíbrio, segurança jurídica e proteção contra abusos e injustiças.

Neste artigo, vamos explorar os principais princípios contratuais que devem ser seguidos para que um contrato seja válido, justo e legal. Confira abaixo os 6 princípios fundamentais para a criação de contratos sólidos e confiáveis.

1. Autonomia da Vontade: Liberdade Para Firmar Contratos

O princípio da autonomia da vontade, também conhecido como liberdade contratual, garante que as partes envolvidas em um contrato tenham total liberdade para definir os termos e condições do acordo. Cada parte pode decidir sobre o que será negociado, sem a intervenção de terceiros.

No entanto, essa liberdade não é ilimitada. Existem limitações legais para garantir que os contratos não violem direitos fundamentais, a função social do contrato e normas de ordem pública.

2. Consensualismo: O Poder do Acordo Mútuo

O princípio do consensualismo estabelece que um contrato se forma a partir da manifestação de vontade mútua entre as partes. Ou seja, um contrato pode ser considerado válido com o simples acordo entre os envolvidos, sem a necessidade de formalidades adicionais.

Esse princípio destaca a importância da confiança mútua entre as partes. No entanto, para garantir clareza e segurança, é sempre recomendado que os acordos sejam formalizados por escrito, especialmente em contratos mais complexos.

3. Obrigatoriedade da Convenção: Pacta Sunt Servanda

O princípio da obrigatoriedade da convenção, representado pela famosa máxima latina “pacta sunt servanda” (“os pactos devem ser cumpridos”), assegura que, uma vez firmado um contrato, as partes devem cumprir rigorosamente as cláusulas acordadas, como se fosse uma lei entre elas.

Esse princípio garante a segurança jurídica e a previsibilidade nas relações contratuais, protegendo as partes de descumprimentos e alterações unilaterais no contrato. Contudo, em algumas situações excepcionais, é possível revisar o contrato por meio judicial.

4. Função Social do Contrato: Buscando Equilíbrio

O princípio da função social do contrato é uma limitação à liberdade contratual. Ele orienta que os contratos devem ser elaborados de maneira a não prejudicar o bem-estar social e as justiças coletivas. Isso significa que os contratos não podem ser usados para promover abusos ou desigualdades entre as partes.

Este princípio destaca a importância de um contrato não apenas atender aos interesses das partes, mas também contribuir para justiça e equidade nas relações sociais.

5. Relatividade dos Efeitos do Contrato: Limitação de Responsabilidade

O princípio da relatividade dos efeitos do contrato estabelece que os efeitos de um contrato (obrigações e direitos) se aplicam somente às partes que o assinaram. Ou seja, terceiros não podem ser forçados a cumprir cláusulas contratuais, nem podem ser prejudicados por elas.

No entanto, em casos de sucessores (como herdeiros ou cessionários), as obrigações contratuais podem ser transmitidas, exceto se forem obrigação personalíssima (que depende das características de uma das partes).

6. Boa-Fé Objetiva: Agir com Honestidade e Lealdade

O princípio da boa-fé objetiva, previsto no artigo 422 do Código Civil, exige que as partes ajam com honestidade, lealdade e transparência durante todas as fases do contrato. Isso inclui desde as negociações iniciais até o cumprimento das obrigações.

A boa-fé objetiva se diferencia da boa-fé subjetiva, que está relacionada à intenção interna de uma parte, enquanto a boa-fé objetiva trata do comportamento esperado em uma negociação contratual.

Conclusão: A Importância dos Princípios Contratuais

Os princípios contratuais são essenciais para garantir a validade e a justiça nos contratos. Eles oferecem a segurança jurídica necessária para que as partes possam confiar no cumprimento do que foi acordado. Além disso, eles protegem as partes de abusos e asseguram que os contratos atendam às necessidades sociais e individuais.

Ao entender esses princípios e aplicá-los corretamente, você pode elaborar contratos sólidos, equilibrados e legais, que atendem às expectativas de todas as partes envolvidas.

Se você está criando ou revisando um contrato, é sempre recomendável contar com o apoio de advogados especializados para garantir que tudo esteja em conformidade com a lei e os princípios contratuais.

Garanta contratos eficientes e justos, entendendo os princípios contratuais fundamentais!

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